20 de novembro de 2010
Ideologia eu quero uma pra viver !
Em 2002 nas eleições presidenciais, o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva não queria mais disputar o pleito para não ficar com fama de perdedor e além disso, ele achava que deveria dar a oportunidade para os outros membros que desejavam concorrer também.
Plínio ainda no PT disse o seguinte:
- Nós sabemos que não temos chance de ganhar esta eleição presidencial mais uma vez, e também você deve disputar novamente pois, é uma figura que foi preparada pelo partido para este nível nacional, os outros são conhecidos localmente.
Mas nesta eleição você vai usar o tempo e espaço para falar sobre o Socialismo e a nossa ideologia.
Outra ala do PT dizia que o partido precisava de um marketeiro e venceu esta ideia.
Fora contratado o profissional e o resultado disso foi que o Lula foi eleito.
Esta ala esnobou o Plínio dizendo: - Está vendo? Agora com o marketeiro nós ganhamos!
Então Plínio respondeu: - Nós ganhamos! Mas não levamos! Agora seremos reféns do que o marketeiro montou para ganharmos a eleição e não levaremos mais adiante o nosso ideal.
Plínio nos trás a reflexão de que os sistemas econômicos e de ordem social não podem ser assumidos abertamente assim mostrando a sua essência e que os partidos principais escondem suas intenções ideológicas na íntegra. O que existe agora é uma estratégia pontual de ganho e manutenção de poder de acordo com o que os marketeiros julgam o que ativa o eleitorado.
Hoje a ação pontual de marketing é a criação do valor do populismo. Talvez com o fenômeno Marina Silva hoje, fará com que daqui há 4 anos, o valor "verde" seja a chave da vitória.
Reparem capitalismo, socialismo, neo-liberal, liberal, centro...o povo não leva mais até por que não acreditam em nenhum e tão pouco conhecem profundamente. O povo leva agora a crença da necessidade do momento e moeda de troca pontual.
Pra finalizar, ele disse:
- A próxima eleição será diferente, nós temos agora a ferramenta democrática gratuita de mídia e expressão em massa. o Twitter.
Este será o tema do próximo artigo.
Maurílio Santos Jr
contato@mauriliosantosjr.com.br
4 de novembro de 2010
Marketing
Marketing: Como esta ciência é utilizada nas campanhas eleitorais?
Para entender melhor qual o papel, o impacto e a importância do marketing numa campanha eleitoral, faremos uma breve apresentação do assunto para apresentá-lo a vocês!
Marketing político pode ser definido como um conjunto de técnicas e procedimentos que têm como objetivos adequar um candidato ao seu eleitorado potencial, procurando fazê-lo, num primeiro momento, conhecido do maior número de eleitores possível e, em seguida, mostrando-o diferente de seus adversários (obviamente melhor do que eles). Figueiredo (1994)
Para Marcelo O. Coutinho de Lima (2002), marketing político é o conjunto de atividades que visa garantir a maior adesão possível a uma idéia ou a uma causa, que pode ou não ser encarnada na figura de uma pessoa, normalmente um político. Para que os candidatos tenham o melhor desempenho possível nas urnas, há um grande número de processos e técnicas envolvidos, ao qual se denomina Marketing Eleitoral: um momento específico e importante do marketing político.
Portanto, analisando os textos e os conceitos dos autores percebe-se que, a principal diferença entre os dois conceitos é a quantidade do recurso “tempo”. O marketing eleitoral está relacionado e se aplica integralmente à eleição, onde o tempo é limitado e o objetivo principal é angariar o maior número de votos para ganhar a eleição. Já o marketing político é relacionado à gestão pública onde o tempo é muito maior, pois é voltado para a construção e preservação de uma imagem a longo prazo e de uma visão mais ampla sobre o candidato, a carreira política, o partido político e a aprovação popular para o posicionamento de uma imagem.
Por: Eveline Costa
Após esta introdução científica gostariamos de apresentar o novo Colunista de Marketing do Blog Gestão Eleitoral, Maurílio Santos Jr. Administrador, Consultor e Sócio-Empreendedor da Isto é Brasil Marketing & Comunicação. Introduziu no mercado o conceito marketing brasileiro, uma metodologia a partir da formação econômica e cultural do povo brasileiro. www.mauriliosantosjr.com.br Começamos estreiando o artigo: Nunca houve uma valorização tão forte por profissionais de marketing como hoje no segmento político do Brasil. Os marketeiros viraram peças fundamentais para as estratégias de campanhas dos políticos e partidos. Mas existe uma grande confusão de conceitos profissionais na área do marketing político apresentado na mídia, ou seja, a confusão entre o que são profissionais publicitários x profissionais de marketing. Definição de Publicidade: Atividade profissional dedicada a difusão de idéias associadas a empresas, produtos ou serviços, especificadamente propaganda comercial. Definição de Marketing: é uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a entrega de valores para os clientes, bem como a administração do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público interessado. (AMA - American Marketing Association - Nova definição de 2005). Duda Mendonça – Profissão: Publicitário. Este profissional é o mais requisitado no mercado de marketing político. Foi responsável pela campanha do Presidente Lula em (2002), Paulo Maluf para Prefeitura de SP (1992), Reeleição da Marta Suplicy na Prefeitura de SP (2004), Ciro Gomes (2006), Paulo Skaf (2010) ... Observando as definições acadêmicas entre a diferença de publicidade e marketing, vemos logo que a maioria dos profissionais não são marketeiros, mas sim publicitários. O que assistimos hoje são esforços para o comercial do produto (candidato) através das Mídias: TV, Rádio e Mídia Impressa. Desenvolvem redações, slogans, cenários para promover a mercadoria humana na figura do candidato. O que eu vejo hoje é uma reversão de valores conceituais e uma aplicação errada da ciência sobre este mercado. O candidato não deveria ser o produto, mas sim o vendedor. Mas quem são os produtos ? Se de acordo com a definição de marketing é um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a entrega de valores para os clientes, os produtos são as pastas do governo: Educação, Saúde, Segurança, Meio Ambiente, Cultura etc... O que assistimos hoje são promoções pessoais e não “valores”/”projetos/estratégias” para as áreas citadas acima para os clientes (cidadãos). A disputa fica entre currículos, beleza e nível de carisma, do que soluções concretas e eficientes para o povo. O cliente (cidadão) precisa ter suas necessidades atendidas pelos produtos educação, saúde, segurança ... Hoje os publicitários preocupam-se em vender a figura do “palhaço”, “pai dos pobres”, “atleta do povo”,”pastor da igreja” do que a gerência dos produtos que eles irão nos oferecer, e os benefícios destes produtos. Assim, induzem ao povo a comprarem propaganda enganosa. Este ano Philip Kotler lançou o livro Marketing contra a pobreza. Como criar estratégias para produtos/serviços no intuito de contribuírem para a inclusão e desenvolvimento social dos países. Esta visão é a correta, criar estratégias concretas para as áreas citadas acima em que os vendedores (candidatos) possam vender de uma forma clara, direta, estratégica, detalhada as soluções ao povo, e não jargões genéricos. Para chegar neste ponto, precisamos rever os valores éticos profissionais, mas como este mercado remunera-se muito bem, a ética fica de lado. Por: Maurílio Santos Jr contato@mauriliosantosjr.com.br Fontes: REGO, Francisco Gaudêncio Torquato do. Marketing político e governamental: um roteiro para campanhas políticas e estratégias de comunicação. São Paulo : Summus, 1985. FIGUEIREDO, Rubens. O que é marketing político. São Paulo : Brasiliense, 1994. LIMA, Marcelo O. Coutinho de. Marketing Eleitoral. VirtualBooks, Ridendo Castigat Mores, 2002. 
18 de outubro de 2010
Quociente Eleitoral
Votos válidos
-------------------------------------------------------------- = Quociente Eleitoral
Vagas da Casa Legislativa
Essa formula define quantos votos são necessários para que o partido ou a coligação tenham ao menos um candidato eleito.
Após ter definido o quociente eleitoral, o sistema proporcional prevê o cálculo do quociente partidário que é definido pela formula abaixo:
Votos do partido ou coligação
-------------------------------------------------------------------- = Quociente Partidário
Quociente Eleitoral (Número de eleitos do partido ou coligação)
No final da conta, define-se o número de representantes que a legenda elegerá (partido ou coligação). Os nomes dos candidatos eleitos da legenda serão indicados pela ordem da votação individual, onde os candidatos mais votados vão preenchendo as vagas até completar o número total de eleitos do partido ou coligação.
Fonte: UOL e TSE
